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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A Síndrome do Príncipe Encantado

            Esse texto surgiu de diversas discussões entre as ocupantes desse sofá majestoso. A partir da análise de nossas experiências chegamos a conclusão que tem muito homem por aí com a Síndrome do Príncipe Encantado. Percebam que escrevi muito e não todos, portanto já saibam que isso não é uma generalização, é uma referência a certa parcela da população masculina heterossexual,só pra deixar claro.
      Antes de falar do príncipe é melhor começar pela princesa, e pelo seu oposto, a plebeia. Exagerando nas definições podemos dizer que a princesa normalmente é aquela mulher possessiva, fútil, ciumenta e dependente, que precisa de um príncipe pra exibir como troféu e para lhe tratar como rainha. A plebeia por sua vez, é aquela mulher independente, bem resolvida, desencanada, disposta a aventuras, que não precisa de homem para sobreviver e que não está em busca de um príncipe, e sim de um companheiro.
      Quando uma mulher com as características de plebeia surge perto de um grupo de homens ela quase que automaticamente vira um dos "caras". Parceira das bebedeiras, das baladas e das conversas aleatórias, é sempre dita com uma mulher incrível, e por muitas vezes alguns dos caras irão falar "eu queria uma namorada como você!". Mas então porque na hora de arranjar uma namorada ela se parecerá mais com uma princesa do que com uma plebeia? É nesse momento que entra a Síndrome do Príncipe Encantado.
  Por mais que esses homens digam querer uma mulher independente e sem paranoias, aparentemente eles tem medo de começar um relacionamento com elas e por fim não serem "bons o bastante", sendo assim, quem melhor que uma princesa para faze-los sentirem-se bem. Com a princesa o homem se considerará importante, pois ela tem ciúmes quando ele olha pro lado, odeia seus amigos e faz birra por qualquer falta de mimo. Ele sempre irá ao seu resgate em qualquer situação, mesmo que tenha que deixar o papo e a cerva com os amigos pra depois. Mas ele não fará isso com um sorriso no rosto, vai reclamar pra quem quiser ouvir o quanto ela tira a sua liberdade.
      E quando sair desse relacionamento, na maioria das vezes por estar de saco cheio das implicâncias dela, ele irá encontrar a plebeia no meio do grupo de amigos, vai acha-la legal e vai se sentir atraído. Mas é por ela não querer que ele esteja grudado 24 horas, por não cobrar relatórios dos afazeres e das conversas com o publico feminino que ele irá se perguntar "Será que ela realmente gosta de mim? Eu faço diferença na vida dela?" e daí a insegurança bate e a síndrome ataca novamente. E mais uma vez ele irá em busca da donzela indefesa que precisa de um salvador.
    Isso poderia ser considerado exagero, se não tivesse vivido na pele, e visto amigas passarem por isso. A maioria dos homens ainda não aprendeu a lidar com essa plebeia. E por mais legal que aquela mulher descolada seja, ela não serve pra um relacionamento, porque ela não precisa de um príncipe que a salve do dragão, mas sim de um companheiro de armas para ajudá-la na luta.
    Caros homens, se por acaso entendemos isso de forma errada, por favor, expliquem-nos, porque já cansamos de ouvir que somos "legais demais" como desculpa para os foras.
      

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